
Em entrevista a Zero Hora no dia 28 de setembro de 2006, o marqueteiro Chico Santa Rita chegou a pedir que os eleitores gaúchos não votassem na candidata que até 15 dias antes propagandeava. Leia abaixo:
“ZH - Quanto lhe devem?
Santa Rita - O contrato é de R$ 700 mil. Recebi várias vezes a promessa de que o pagamento seria feito mais adiante, mas nunca foi efetuado. O valor seria parcelado, não pagaram a primeira parcela (o publicitário não informou o valor). Não se contratam pessoas sem ter um planejamento. Em 30 anos de marketing político, trabalhando em mais de cem campanhas, nunca vi uma irresponsabilidade tão grande.
ZH - Que prejuízo a inadimplência pode trazer para o conceito da campanha da candidata, de implementar "um novo jeito de governar"?
Santa Rita - Contradiz completamente. Ela fala em planejamento, mas onde está o planejamento da própria campanha? Ela dizia que "planejar é lançar uma luz sobre o futuro". A luz que ela lança sobre o futuro está com a lâmpada queimada.
ZH - A coordenação da campanha trata a questão com uma adequação normal de estrutura para racionalizar os gastos.
Santa Rita - Li uma declaração de que campanha é assim mesmo. É assim mesmo na campanha dela, que é campanha absurda, feita sem planejamento, sem respeito humano.”
Relendo a matéria à luz dos acontecimentos e revelações posteriores, Santa Rita parece ter previsto o que está acontecendo - ou talvez tenha até visto algo e tratou de pular fora. A esta altura, Santa Rita já pode apresentar mais um "case" na sua carreira: quando abandonar uma campanha é o melhor que se pode fazer.
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